• I.O.

Democracia, poder e voto: a tríada que pode reverter o quadro ou consolidar o retrocesso

Por Nicolau Neto, professor.


A democracia é o caminho mais seguro que temos para romper com o retrocesso, com todas as formas de discriminações e apequenamento dos poderes constituídos. É por meio dela que conquistamos a liberdade de opinar e de escolher de dois em dois anos, por meio do voto, quem nos representará em cargos de vereador/a, prefeito/a, deputado/a estadual e federal, senador/a e presidente/a. Mas a democracia é uma via de mão dupla. A situação pode ser revertida ou mantida.


Nesse sentido, e levando em consideração que em novembro próximo teremos o poder de escolha, me direciono a você eleitor, a você eleitora. As eleições municipais são muito importantes para que daqui a dois anos possamos ter mais forças de reação e de ação para conseguirmos tirar, no voto, o maior símbolo do atraso e do que tem de pior na política brasileira e hoje que está ocupando a presidência da república.


Não se enganem. A depender de quem se torne prefeito/a e vereador/a esse ano pode e muito dificultar que esse nosso objetivo seja alcançado, visto que é dos municípios que saem os acordos para eleger deputados/as federais, senadores/as e presidente.


Assim, peço que NÃO VOTEM em candidatos ou candidatas que apoiaram Bolsonaro em seu município. NÃO CONTRIBUA para que a calamidade no país perdure por mais 4 anos, pois arrumar a casa pode levar décadas.




A fome já voltou a assolar; recursos para áreas sensíveis ao crescimento e desenvolvimento do país foram cortados com o teto de gastos; as pouquíssimas políticas públicas antirracistas conquistadas à duras penas estão sendo soterradas a galope; o aumento desenfreado do desmatamento está ocorrendo em ritmo alarmante; é notório o ataque constante a povos indígenas. O descaso por parte do executivo federal com a pandemia do coronavirus que já matou mais de 150.000 mil pessoas, a maioria negra, é assustador e até agora, não houve nenhum plano de combate efetivo; o desemprego que aumenta consideravelmente a cada dia fruto de reformas mal planejadas (como a trabalhistas), são as catástrofes mais sentidas.


A corrupção não acabou. Muito ao contrário.


O caso Queiroz, o dinheiro nas nádegas são os mais recentes casos que não nos deixa mentir.


Como se tudo isso não bastasse, ainda está em curso a reforma da degola do serviço público – a administrativa. Essa não toca nos privilegiados nas privilegiadas, naqueles que ganham altíssimos salários. Por outro lado, se aprovada, irá precarizar ainda mais os serviços públicos e colocar servidores/as sobre o cabresto de políticos partidários.

Só você pode reverter esse quadro danoso. Mas também só você pode contribuir para que essa situação se perpetue.


Brasil, América Latina.