O ecomalthusianismo e seus equívocos (parte 1)

Por Roberto Lúcio Pereira (Professor)



Essa nova teoria demográfica vem a corroborar, com o antropoceno, que essa seria a era geológica atual. Segundo os ecomalthusianos, o crescimento demográfico vai promover o esgotamento total da biosfera. O que pode promover várias catástrofes naturais como já vem sendo observado, hoje com uma população absoluta de 7 bilhões e 600 milhões de habitantes, o planeta já agoniza. Em 2050 seremos 9 bilhões de habitantes, ou seja o antropoceno combinado com o ecomalthusianismo, podem levar a espécie humana à extinção...


Tal teoria já foi ventilada por biólogos, biogeografos, geólogos e outras áreas afins.

Em tempo de pandemia vale uma rápida análise da guerra de Ruanda ( África-1994),onde tivemos o confronto entre hutus e tutsis, supostamente essa seria uma guerra étnica, porém se buscarmos com profundidade, poderemos observar a presença do antropoceno e do ecomalthusianismo, justamente por que o crescimento demográfico promoveu uma poderosa degradação ambiental, o que levou à escassez de alimentos e consequentemente à guerra.

 

No continente africano com 1 bilhão e 100 milhões de habitantes, também sabemos que as principais causas de mortes estão relacionadas às guerras étnicas, doenças (aids, tse tse e malária), porém para concluirmos essa primeira parte da análise, é importante ressaltar que tanto o tse tse e a malária não mataram em Ruanda, por exemplo, justamente porque esse país é dominado pelo clima tropical de altitude, fazendo com que a mosca do tse tse( doença do sono) e o mosquito anofelino( malária-impalamitose), não consigam sobreviver em temperaturas mais baixas.


(Continua)